<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942</id><updated>2012-02-16T12:07:37.863-02:00</updated><title type='text'>Complexidade, pára leigos.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-4695902217566078984</id><published>2009-09-04T02:47:00.000-03:00</published><updated>2009-09-04T02:48:25.142-03:00</updated><title type='text'>Eu imaginei.</title><content type='html'>Essa prosa não é pessimista, muito menos otimista. Se necessária a classificação, eu chamo-a de realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mania de planejar a tempos tramava uma rasteira. E finalmente usou. Por trás, vagarosamente, e como remédio, nada de talas, faixas ou pomadas musculares. A melhor opção foram boas tragadas e algumas dez ou mais doses de oito anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da rasteira como de qualquer outro golpe é o fato de você nunca imaginar. Não imagina porque simplesmente acredita que tudo será como planejado, imprevistos acontecerão, entretanto, dentro do plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu. E que aprendizado! Afinal, uma rasteira não mata ninguém, causa apenas uma dor momentânea, bem momentânea. Às vezes a dor é pura ilusão. A quebra dos planos causa essa sensação de dor. Assim que passa, torna-se piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de qualquer coisa, o maior erro é imaginar sozinho, uma situação da qual será compartilhada. Eu... Imaginei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-4695902217566078984?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/4695902217566078984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=4695902217566078984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/4695902217566078984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/4695902217566078984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/09/eu-imaginei.html' title='Eu imaginei.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-8030558297919562328</id><published>2009-08-24T03:46:00.000-03:00</published><updated>2009-08-24T03:47:41.605-03:00</updated><title type='text'>Tese 1.</title><content type='html'>Eu vinha escrevendo um texto, falando sobre uma idéia antiga onde os personagens de relacionamentos e assuntos como ‘o amor’, são sintetizados em objetos. Em poucos parágrafos me deparei com um obstáculo complexo. Felizmente a maioria dos leitores que aqui passam, fazem parte de uma cultura sobre o assunto um pouco mais globalizada, influenciada pelas formas de comunicação recentes e por artes como literatura e cinema. Entretanto o assunto da qual eu me referia, falava de homens e sendo assim, acaba por enquadrar uma variedade muito grande dessa parte da espécie. Que fique claro, o tipo a que me refiro, são os que enquadram-se nos jovens e adultos pertencentes a todas as caracterizações culturais citadas acima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me teletransportei para a noite, o centro do início de relacionamentos, por 5 minutos e comecei a reparar nos modelos de homens presentes e suas intenções. Acredito que não exista mais do que três tipos de homens, e no máximo duas intenções. Seja ele hetero ou homo, vejo três tipos de homem e até nomeio-os: sem experiência, tímido ou homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tímido é sem dúvida, o mais tímido. É o único que possui duas possibilidades de intenções. Ou ele olha pra uma fêmea e a enxerga como um objeto, ou, ele não a enxerga. Em partes a culpa é dele. Em partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sem experiência chega a ser duvidoso. Ele teve pouquíssimos relacionamentos isso garante sua pouca experiência, na maioria das vezes ele tem um efeito dominó de intenções. Primeiro enxerga a fêmea como um objeto, em seguida apaixona-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, o homem é o pior. Na grande maioria ele já foi tímido, sem experiência e o próprio meio o condicionou a tornar-se homem. Não tenho dúvida de que o leitor já desenhou a única intenção que um homem possui ao olhar uma mulher. Ele olha pra fêmea como um objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a prestar um pouco mais de atenção na tal noite e tive minhas atenções atraídas por completo para os homens, percebi que entre eles ainda havia uma divisão maior ainda quando o assunto é relacionamentos. Apesar de todos verem a fêmea como objeto, compreendi que existem os homens que possuem as habilidades suficientes para consumar o objeto e os homens, que, mesmo homens não possuem-nas. Percebi também que as vezes os habilidosos não conseguem a consumação, conseqüentemente tentam novamente até conseguir, ou, usam de uma habilidade estúpida de agir estupidamente. Durante os 5 minutos reparei muita coisa. O mais interessante, sem dúvida, foram as mulheres. Voltei da noite com uma única conclusão: Elas odeiam os tímidos, não gostam dos sem experiência e odeiam ainda mais os homens. Entretanto, só conseguem ficar feliz depois de engolir todo seu ódio e ser consumada por um homem. E claro, como toda regra, existem ainda aquelas que preferem o mais tímido ou o mais ‘sem experiencia’... Até, claro, conhecer um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenha dúvidas, em alguma hora essa é uma das teses que se encaixará na sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-8030558297919562328?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/8030558297919562328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=8030558297919562328' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8030558297919562328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8030558297919562328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/08/tese-1.html' title='Tese 1.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-1738405484711907638</id><published>2009-08-12T01:12:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T01:13:12.864-03:00</updated><title type='text'>Vontade!</title><content type='html'>Ultimamente anda demorando demais para aparecer. Normalmente quando penso, outrora quando imagino. De ambas as formas, me engole. Sobe dos pés ao fio mais alto e bagunçado do cabelo, dizendo a mim: morra por minha causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando analiso rapidamente percebo que não se passa de uma simples apunhalada nas costas que atravessa o peito, toca o coração e rasga o corpo subindo até o cérebro deixando o ser totalmente desorientado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seus dias mais tranqüilos, eu não a vejo como algo além de uma tortura. Usa ferramentas baixas e óbvias, repete sempre os mesmos dizeres, não para enquanto não te perturba por completo e, na grande maioria das vezes, seu fim, é falar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim é poderosamente maravilhosa. Santa sensação. Mesmo que sem saber quando será consumada, quando é, causa o prazer mais delicioso do mundo. Prazer esse que estava sendo estimulado desde os primeiros dias de tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inteligentes são aqueles que transformam as torturas causadas pela malvada vontade, em uma concentração de energia exageradamente grande, que, quando utilizada, gera sem dúvida, momentos de extremo orgasmo. Talvez seja essa sua utilidade. Ser controlada, armazenada e posteriormente explodida em momentos maravilhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenha dúvidas. A vontade que falo, não é estimulada pelos publicitários ou qualquer forma de divulgação por mídia. Não é apresentada pelas avós, em suas conversas de varanda. E, muito raramente, se conhece tal vontade por intermédio de alguém ou algo. A vontade que falo, só é falada por quem já sentiu e o mesmo se encaixa para a interpretação. Essa vontade não é comum, não tem explicação, mas apresenta solução.  Obviamente, sua prazerosa e momentânea, consumação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-1738405484711907638?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/1738405484711907638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=1738405484711907638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1738405484711907638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1738405484711907638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/08/vontade.html' title='Vontade!'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-9059643815103417386</id><published>2009-02-27T02:09:00.001-03:00</published><updated>2009-02-27T02:12:16.254-03:00</updated><title type='text'>Os usuários</title><content type='html'>Ridículo.&lt;br /&gt;É comum o fato de eu observar as pessoas, só faço isso. A ultima vez em que apareci aqui foi há meses. Sem querer e sem porque, talvez uma encarnação de personalidade anônima seja o motivo.&lt;br /&gt;Nas ultimas observações, talvez nos últimos meses, três, vou ficando cada vez mais em dúvida se esse sentimento humano chamado amor é realmente tão complexo, ou se os usuários do mesmo que são viciados em complicá-lo.&lt;br /&gt;Fiquei perturbado com a situação de um dos usuários. Há tempos mantinha um envolvimento, sem contatos físicos (se é que isso é possível, até onde compreendo). Tal usuário envolveu-se com uma nova usuária, uma terceira. Assim, a outra usuária carente dos contatos, sentiu outro sentimento humano chamado ciúme. Pergunto-me: como? Sem um toque. Sem um aroma. Sem um suor. É ai que penso: Esses usuários problemáticos, nada mais fazem que; complicar o sentimento.&lt;br /&gt;Chego assim ao ponto que comecei. O ridículo.&lt;br /&gt;Nos últimos meses, é notável que o usuário sente falta do contato físico inexistente desde sempre, com a usuária de tempos atrás. Não há dúvidas, ela tem alguém. Começo a pensar que o contato físico, nem sempre é algo necessário na construção sentimental. Mas, ainda assim, não consigo absorver essa idéia com facilidade. &lt;br /&gt;Já compreendi que os usuários do amor, só abandonam um amor quando descobrem que ele é substituível. Obviamente, por outro amor. O ser humano é literalmente viciado em amar. É necessário. Sem isso deprimem-se, sem metáforas.&lt;br /&gt;É notável também o fato da necessidade amorosa, estar sempre ligada a música. É a terapia. Principalmente quando a melodia fala algo que lembre a, ou o usuário cobiçado. Vejo às vezes o usuário escutando uma banda de três letras, da qual ele sempre só gostou de três músicas, onde uma delas, sempre o faz recordar-se da usuária, que o fez substituível (eu sempre identifico-a com três letras, não lembro quais). Até agora, não consegui compreender o porquê esses usuários adoram sempre estarem lembrando-se de outros, através de artifícios que não os deixarão próximos.&lt;br /&gt;Com tudo isso, sempre retorno a minha dúvida: é ‘ele’ tão complexo assim, ou os usuários que adoram complicá-lo.&lt;br /&gt;Sei que o fato que analiso se tem a tempo, minhas observações não tanto. Sei que aquele que observo possui todas as formas possíveis de falar o que sente. Ainda assim, não é capaz de fazer-lo. Não sei se é medo ou orgulho, e ta ai outra coisa que até hoje não consigo compreender: Para que serve o orgulho? Talvez, para absorver o sentimento amor, já complexo por natureza e complicá-lo ainda mais, deixando-o quase imperceptível diante de tal futilidade.&lt;br /&gt;Infelizmente já observei que orgulho, é natural do ser humano.&lt;br /&gt;Como sempre, nada tenho a fazer além de observar e observar os humanos. Algumas vezes, quando o tempo é vago nessas observações, tento escrever.&lt;br /&gt;De tudo isso, acredito que não há necessidade em explicar novamente o porquê tudo isso é ridículo. &lt;br /&gt;Pergunte ao Álvaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Coffee Vermillus)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-9059643815103417386?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/9059643815103417386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=9059643815103417386' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/9059643815103417386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/9059643815103417386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/02/os-usuarios.html' title='Os usuários'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-1252326049735168913</id><published>2009-02-18T02:57:00.001-03:00</published><updated>2009-02-18T02:59:55.821-03:00</updated><title type='text'>Um pedido.</title><content type='html'>O vício de ser um amante compulsivo corrói-me. Não falo apenas de amor carnal, romântico e sexual. Falo de amor. Intensa é a minha relação com o amor a própria vida e aos momentos racionais vividos nela. Assiduamente defendo a comunicação constante do homem com o homem, odeio a solidão. Ainda que ela, muitas vezes, é a melhor companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração por tudo que é incompreensível corrói-me mais ainda que o vício anterior. Arte, música, sentimento, palavras, o corpo, desejo, as estrelas, a água salgada, o satélite natural, Órion, as três de Gizé, a história, o hoje. Aconselho a todos distância da televisão e sempre a sobreposição da razão perante a crença mística, seja ela qual for. O seu piscar de olhos, é a distração que te prende a alienação. Somos todos, o que difere é o quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita seja essa minha mania! Fantasio tudo e imagino tudo. Felizmente, hoje arrependo-me menos com o próximo, por saber que a mania existe. Afoguei-me apenas uma vez, ninguém salvou-me. Talvez ainda esteja sem respiração. Só não quero, por agora, essa piscina sorridente traiçoeira. Ao menos hoje digo que sei nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente o modelo de sociedade vigente, formador de cegos, surdos e mudos, me da nojo. Não ele em si, ora! És apenas um modelo. Nojo tenho, dos asquerosos desenvolvedores do modelo, os mesmos que produzem holocaustos, grandes guerras, crises mundiais, fome e poluição. A troco de quê? Poder? Um poder fictício? Entretanto, continuam nesse ritmo e infelizmente os cegos, surdos e mudos, nada sabem fazer contra. Nenhum homem vive mais que 150 anos. Se vive, não conta. Adão e Afrodite, são mitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim continuo. Pensante desde 1991, transbordando idéias, com vontade de desfrutar, ver e provar, ao menos do único planeta em que a espécie pisa e escrevendo esta pequena auto descrição, a pedido de uma pessoa interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Guilherme N.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-1252326049735168913?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/1252326049735168913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=1252326049735168913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1252326049735168913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1252326049735168913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/02/um-pedido.html' title='Um pedido.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-8495250744690945876</id><published>2009-01-26T17:05:00.000-02:00</published><updated>2009-01-26T17:07:21.325-02:00</updated><title type='text'>Homem, viva.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Nascimento esse, a algumas palavras atrás, fruto de uma boa ou não relação sexual. Durante seu desenvolver, seja em qualquer localidade do único planeta em que pisam, criam conceitos sobre uma espécie de sentimento completamente complexa, denominam o mesmo de amor. Tais conceitos, dentre eles fidelidade, por exemplo, chegam a ser mais complexos do que o próprio sentimento que o gera. Esses conceitos limitantes prendem o homem e, obviamente, o ser mais desafiador da natureza, quebra com prazer as regras daquilo que o limita. Qual homem não trai? Essa e outras perguntas são ainda mais complexas que o próprio contexto que as geram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal, o que é fidelidade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho nojo do homem. Dele e dessa mania em massa de aplicar conceitos importantes e valorosos a tudo, por mais simples que o todo seja. Tenho pena, dessa manipulada mente, influenciada pela maioria dos meios de informação, que pensa saber algo sobre as coisas que não são ensinadas e ainda assim, não sabem refletir e analisá-las um único segundo. Que preguiça desgraçada é essa em se perguntar se ela ou ele é, ou não a pessoa da sua vida? Ou se esse objetivo é ou não o sentido de você viver?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A realidade é que o homem necessita de problemas para sobreviver. Necessita de conflitos. Necessita de uma mente trancada em coisas pequenas. Se ele não estiver trancado a isso o tempo todo, o capital não gira, os grandes não crescem, o poder para.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nietzsche já disse; "Não tomar posse do seu plano de vida é deixar sua existência ser uma acidente”, com certeza ele sabia que a grande massa monótona, inocentemente, faz de sua existência um acidente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Homem! Acabe com essa minha angústia? Se desprenda desse mundo alienado? Aprenda amar e viver os momentos mais simples, como se fossem únicos e especiais. Aprenda a dar valor e importância a tudo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Desvincule-se desses conceitos infantis implantados em você. Tome posse do seu plano. Homem, viva!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-8495250744690945876?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/8495250744690945876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=8495250744690945876' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8495250744690945876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8495250744690945876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/01/homem-viva.html' title='Homem, viva.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-578919026191292486</id><published>2009-01-07T02:31:00.008-02:00</published><updated>2009-01-07T19:48:59.224-02:00</updated><title type='text'>Sono, apenas.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Insônia, como odeio-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como enojo-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Confesso; preciso-te.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como desejo-te!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém conhece-me,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como tu conheces.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Nem ela conhece-me,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E tu, não conhece-a.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se não, como pode,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;trazê-la a mim,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;então?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-578919026191292486?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/578919026191292486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=578919026191292486' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/578919026191292486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/578919026191292486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2009/01/sem-ttulo-e-sono.html' title='Sono, apenas.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-5488458092425561686</id><published>2008-12-22T01:22:00.002-02:00</published><updated>2008-12-22T01:27:43.088-02:00</updated><title type='text'>Amaldiçoada Paixão</title><content type='html'>Certo dia, apresentaram-te ao mar.&lt;br /&gt;Tudo mudou. Ele a fez outra.&lt;br /&gt;Longe de mim, apenas.&lt;br /&gt;Ainda assim, era tão linda.&lt;br /&gt;E eu, jamais hei de esquecer,&lt;br /&gt;Aquele brilho e aquele jeito de andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaldiçoado seja aquele,&lt;br /&gt;que em próprio egoísmo, apresentou-te&lt;br /&gt;ao mar! Amaldiçoado! Ele, sem dúvida&lt;br /&gt;não sabia que o mar, você iria amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor curto, nada duradouro.&lt;br /&gt;Talvez quente e duro como couro.&lt;br /&gt;Outrora surgiu o desocupado,&lt;br /&gt;E então, a lua, minha lua,&lt;br /&gt;ele apresentou-te.&lt;br /&gt;Não resta outro adjetivo. Amaldiçoado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu para amaldiçoar alguém?&lt;br /&gt;Ainda mais um alguém que,&lt;br /&gt;sem querer, à ti,&lt;br /&gt;Só fez o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de enxergar&lt;br /&gt;o quão egoísta sou.&lt;br /&gt;Não pela lua ou pelo mar&lt;br /&gt;e sim, pelo seu olhar,&lt;br /&gt;que aqueles amaldiçoados&lt;br /&gt;tentaram roubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me agora, um ultimo amaldiçoado&lt;br /&gt;Talvez o pior de todos. Aquele que&lt;br /&gt;deverá ser impedido. Afinal, aos seus olhos,&lt;br /&gt;Não posso deixar, ele te apresentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia. Ele apresentou-te.&lt;br /&gt;E você, indefesa, apaixonou-se!&lt;br /&gt;Ciúme hei de um dia corroer-te,&lt;br /&gt;Assim como você, sem ter o que fazer,&lt;br /&gt;Me corrói. E ainda assim,&lt;br /&gt;Nada útil faz. Apenas tortura-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, finalmente compreendi.&lt;br /&gt;Nada posso fazer, você é como o mar,&lt;br /&gt;Esta longe e fora do meu olhar.&lt;br /&gt;E como ao mar, só resta-me amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda assim, sei que falo de paixão.&lt;br /&gt;Que surjam mil amaldiçoados,&lt;br /&gt;Egoístas, pobres, faltando-lhes o coração.&lt;br /&gt;E assim, surjam mil mares, olhares e luas,&lt;br /&gt;Não me preocuparei. Apaixonada, sempre será.&lt;br /&gt;Entretanto, seu amor, a mim pertencerá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-5488458092425561686?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/5488458092425561686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=5488458092425561686' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/5488458092425561686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/5488458092425561686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/12/amaldioada-paixo.html' title='Amaldiçoada Paixão'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-323155055218241810</id><published>2008-12-18T01:12:00.000-02:00</published><updated>2008-12-18T01:13:31.050-02:00</updated><title type='text'>Comparação</title><content type='html'>Comparo-te ao mar,&lt;br /&gt;Não devido a distância&lt;br /&gt;que dele tenho, e sim;&lt;br /&gt;a sua profundeza, que,&lt;br /&gt;por sua vez, esconde&lt;br /&gt;tamanha beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes meu corpo&lt;br /&gt;tocou o mar, com expressiva&lt;br /&gt;força e vontade.&lt;br /&gt;Mais uma vez, comparo-te ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mar! Sempre que lhe adentro,&lt;br /&gt;Carinhosamente, ou não,&lt;br /&gt;Empurra-me para fora de ti.&lt;br /&gt;Talvez eu lhe cause medo.&lt;br /&gt;Ora, não me resta outra coisa,&lt;br /&gt;senão, comparar-te ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma coisa jamais irei esquecer&lt;br /&gt;Aquela luz, que reflete do mar&lt;br /&gt;pertencente ao ilustre luar,&lt;br /&gt;é a mesma, que em ti, quero ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberei o significado de perfeição,&lt;br /&gt;no momento utópico&lt;br /&gt;de encontrar-te, frente ao mar.&lt;br /&gt;Iluminados pela noite, assoprados pelo frio.&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas, ele a de ficar imóvel!&lt;br /&gt;O mar, ao ver-te, talvez apaixone-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se por você, o mar se apaixonar?&lt;br /&gt;Não me resta outra coisa.&lt;br /&gt;Com sua imagem e beleza,&lt;br /&gt;Ele, não poderei mais comparar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-323155055218241810?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/323155055218241810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=323155055218241810' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/323155055218241810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/323155055218241810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/12/comparao.html' title='Comparação'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-1442988788944505215</id><published>2008-12-01T00:58:00.003-02:00</published><updated>2008-12-01T01:05:14.764-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 8: Quatro horas.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Após a cena ocorrida, nossa aproximação aumentou cada vez mais. Segui em meus compromissos, enquanto Ana atuava como turista na movimentada cidade de Roma. Quando a noite se aproximava, por sinal, cada dia mais bonita, aproveitávamos românticos momentos dentro do hotel ou pelas ruas Italianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, questionamentos em minha cabeça sobre as atitudes em que eu vinha tomando, não paravam momento algum de aparecer. E várias vezes, vinha a tona a pergunta calada; ‘O que Ana está pensando sabendo que é a amante da cena?’ Em todas as situações, o desejo de mantê-la próxima a mim, distanciava as perguntas e as dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até sexta-feira, dia em que Ana foi embora, tudo foi extremamente intenso. Obviamente, pela própria situação em que eu estava envolvido, eu não havia telefonado nenhuma vez para Lina. Talvez eu estivesse cometendo um gigantesco erro, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, exatamente às 21h, eu estava com Ana no aeroporto, havíamos combinado que eu a deixaria lá. Logo que foi liberada a entrada no avião, fomos para a fila. Ela estava com 2 malas, apenas. Malas essas, que já estavam em meu hotel desde quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Imagino que isso não vá acontecer novamente. – Disse ela, completamente apreensiva.&lt;br /&gt;__ Isso o que? – Respondi, de fato, sem entender bem.&lt;br /&gt;__ Isso. Um encontro inusitado assim. Um momento amoroso como tal. Talvez, isso não deva mais acontecer. – Ana respondia, sem olhar pra mim.&lt;br /&gt;__ Você quer que seja assim?&lt;br /&gt;__ E tu? Não quer? E sua vida?&lt;br /&gt;__ Não foi isso que eu disse Ana.&lt;br /&gt;__ Tanto eu, como você, temos planos. Felizmente o destino é nosso amigo e aprontou uma peça conosco. Mas acredito que ele não vá fazer isso novamente. – Disse Ana, aliviada e sorridente.&lt;br /&gt;__ Ana...&lt;br /&gt;__ Henrique, eu também estou casada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, seja extremamente complicado tentar descrever a situação em que me encontrei ali. Comecei a olhar para o alto e imaginar porque ela não havia me contado isso antes. Eu não estava nervoso, muito pelo contrário, estava apenas confuso, tentando entender o que se passava na cabeça de uma portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Eu deveria ter contato. Porém, após a cena em que me vi envolvida, após aquele momento de ciúme em cima de sua esposa, eu não conseguia ver oportunidade para contar isso. – Ana falava calmamente. Ela já havia planejado falar aquilo, exatamente naquela hora. – Eu realmente me senti envolvida e atraída. Eu queria passar todos esses dias com você e acho que isso, não necessita de explicações. Somos humanos Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada respondi. Fiquei em total silêncio. Apenas olhando-a. Durante todo o tempo em que estivemos juntos, Ana agia comigo simplesmente como um ser humano. Enquanto isso, eu ficava preso em meus próprios pensamentos, tentando descobrir que diabos se passava dentro da cabeça da portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Ana... – Eu sorri. – Juro, que não acho correto o que fizemos. Mas, é complexo demais querer se culpar. Ambos estávamos envolvidos e juro também que...&lt;br /&gt;__ Que?&lt;br /&gt;__ Que foram ótimos dias. – Falei abraçando-a.&lt;br /&gt;__ E românticos! – Ela respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos mantivemos abraçados tempo suficiente para percebermos o quão nos confortávamos. Percebi em poucos segundos que eu finalmente estava feliz. Eu acabara de compreender toda a situação em que nos envolvemos. Ana não era mágica, nunca foi na realidade. Eu, menos ainda. Simplesmente nos envolvemos como quaisquer pessoas estão submetidas a se envolver.&lt;br /&gt;Cerca de 30 minutos depois, despedi-me finalmente de Ana. E mais uma vez vi aquele sorriso da qual eu era tão apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo, um abraço, minha barba mal feita em contato com seu rosto, um aperto com a mão direita em meu ombro esquerdo, dois suspiros e uma única palavra. Aliás, duas, a segunda eu já esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Obrigada... Brasileiro. – Disse ela, com aqueles olhos focados por completo em mim.&lt;br /&gt;__ Adeus. – Respondi tranqüilo, soltando um leve sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana entrou no avião, e dali em diante, eu não a vi mais.&lt;br /&gt;Logo que sai do aeroporto e pedi para que um taxi levasse-me de volta ao hotel, conclui que já entendia tudo que havia acontecido e percebi que passara então a analisar outra coisa; como seriam os dois dias restantes sem Ana. Cheguei a conclusão abstrata também, que meus pensamentos ‘Anianos’ se dividiam em três partes. O que estou fazendo? Porque estou repetindo? E O que farei sem ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias após ter saído daquele aeroporto, eu retornara. Meu vôo sairia exatamente as 08h00 da manhã. Como haveria duas escalas, não senti vontade alguma de calcular quanto tempo levaria para o avião descer no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou voando há aproximadamente quatro horas. A quatro horas, analiso tudo que fiz referente a minha vida, ao meu relacionamento e recordo-me de tudo que já vivi com uma portuguesa, da qual mal conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pisei nesse avião, não sei por que razão, voltei a lembrar de quão monótona é minha vida. Será isso o motivo que me empurra a atração carnal que vivi toda essa semana? Hora! Quão hipócrita é esse pensamento. Sou um homem. Humano, sem dúvida. Talvez eu devesse pensar: ‘Que idiota é ser homem. Cair em uma tentação, pois vejo minha vida um tédio e depois, começar a culpar-me e arrepender-me’. Bom, não me arrependo do que fiz, assim então, todo esse pensamento não se aplicaria até o ponto: ‘Que idiota é ser homem’. Fico imaginando o que minha esposa fez todo esse tempo em que estive fora. Teria ela, me traído alguma vez também? Ou, para que eu seja castigado pela mesma moeda, nesse mesmo período em que estive fora? Isso também é complexo. Como posso pensar em ser castigado com traição, sendo que traí primeiro? Afinal, a história me ensinou bem o que é castigo, coitado dos escravos que fugiam da fazenda, eles sem dúvida, recebiam um castigo por ter cometido algo consideravelmente errado. E Lina? Realmente, não posso ver isso como castigo. Fidelidade! Acabo de chegar a conclusão, de quão torturante é o conceito de fidelidade. O mais engraçado é que já vivi um terço de vida, e levei apenas quatro horas para compreender tal assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo Lina. Ela também me ama. Quanto a isso, sem dúvidas, não aprendi em quatro horas. Já girei meu pescoço cerca de oito vezes desde que entrei aqui. Quantos homens deste avião, amam sua esposa? Bem, mesmo que não amem, será que todos traem como eu, que amo?&lt;br /&gt;Imagino que daqui a algumas horas, eu complete metade da viagem e, após terminar a segunda metade, ainda não saberei como reagir. Se tudo que penso fosse passado para Lina e ela compreendesse, bem, acabávamos de inventar uma religião talvez. Afinal, um envolvimento onde os meios se compreendem tão bem até nos casos mais extremos, considerados pecados, deve ser passado ao povo e ensinado em forma de mandamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca irei contar tudo que houve. Que idiota é ser homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu deva considerar todo esse período que passei, como uma das minhas maiores experiências. E com toda certeza, eu deva considerar essas ultimas quatro horas, como a horas mais filosóficas da minha vida. O homem, sábio homem, inventou várias metodologias políticas, formas de organização da sociedade, exemplos de comércio, armas, domínio de povos, línguas, a medicina... Sábio homem! Só esqueceu-se de inventar uma maneira de reconhecer que é raça mais hipócrita que habita o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço a mínima idéia do que aconteceria, caso visse Ana novamente. Depois de tudo que refleti em quatro horas, não quero nem pensar nessa hipótese. Mas, infelizmente sei que caso acontecesse, eu novamente estaria submetido a falha genética humana; a hipócrita fidelidade! Que idiota é ser homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de escrever. Talvez, tudo que vivi transforme-se em livro um dia. Quem sabe? Com certeza o título, qualquer um saberia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lina deve estar trabalhando essa hora. Ao chegar, quero abraçá-la suficientemente forte. Sentir seu cheiro, tocar seu rosto e não dizer nada. Espero não me ver imóvel diante dela. Já que nada falarei sobre o assunto fidelidade, tudo deve ser esquecido. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, nem em toda minha vida, muito menos em quatro horas, consegui compreender que diabos é o amor. Até quando ele é a parede que prende a fidelidade junto a meu espírito ou, até onde vai o limite do amor de saber que meu corpo e meus sentimentos devem ser fiéis, apenas àquela que jurei ser esposo. Talvez, o amor deva ser como Deus, até hoje o homem nunca conseguiu &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;compreender&lt;/span&gt; por completo, porém, já inventou nome, difusões e até, uma maneira de transformá-lo em comércio. Que idiota é o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Senhor, aceita uma bebida? – Disse a aeromoça.&lt;br /&gt;__ Obrigado. – Respondi a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vou dormir tranquilamente, ouvindo um bom samba. E quando eu chegar lá encontro minha companheira, a monotonia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-------------------------------------------------------x&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agradeço carinhosamente a todos os leitores, principalmente os que ficaram bravos pela demora do lançamento dos capítulos, por terem acompanhado e criticado de todas as maneiras possíveis o manifesto em forma de romance. É completamente gostoso saber que aquilo que escrevo com prazer, é interessante aos olhos e compreensão de outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Aos interessados, podem divulgar sem problemas o blog e os textos. Obrigado.&lt;br /&gt;Guilherme Norton.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-1442988788944505215?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/1442988788944505215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=1442988788944505215' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1442988788944505215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1442988788944505215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/12/captulo-8-quatro-horas.html' title='Capítulo 8: Quatro horas.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-4204048799399615766</id><published>2008-11-09T00:27:00.002-02:00</published><updated>2008-11-09T00:39:44.089-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 7: Produto de uma vontade recíproca.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sem dúvida, minha característica de olhar em seus olhos, deixava-a perturbada, encabulada, quem sabe eu também não tenha desenvolvido a técnica óptica sedutora de Ana?&lt;br /&gt;Naquele dia, após toda a cena, eu acabei não indo à local algum. Passei o dia todo dentro daquele quarto de hotel. Na cama, no sofá, no chão, no banheiro. Eu tinha amplo conhecimento sobre aquele habitat.&lt;br /&gt;Conforme o dia foi desaparecendo, dando lugar a luz diferenciada da lua, passei a responder sem querer, perguntar que eu me fazia sem querer. De fato, era tudo desejo! Não existia amor. Prazer vicioso! Necessidade constante. Aquele dia, como muitos outros da qual eu já havia passado junto de Ana dentro de um quarto de hotel, era bem quieto. Não falávamos constantemente um com o outro, a comunicação se estabilizava nos suspiros e nas palavras simples que nossas mãos diziam. Possuídos pela exaustão, dormimos até as 21h.&lt;br /&gt;Eu sentia fome e convidei Ana para jantar fora. Fomos a um restaurante simples, um ambiente agradável, escuro, com um som ambiente calmo, a situação estava perfeita para terminar aquela terça-feira, que sem dúvida seria mais uma noite de intenso desejo.&lt;br /&gt;Ana fez o pedido e mal entendi o que ela pediu. Quando o garçom estava a nossa mesa, atendendo-a, meu telefone tocou, quando olhei para ele entrei em colapso lendo o nome ‘Lina’.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;__ Henrique? – Disse Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone estava tocando, talvez já chamasse pela sexta vez e eu, olhava-o, provavelmente com uma expressão nada confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Henrique?! – A voz estava tensa – Henrique! Atenda seu telefone? – A voz de Ana foi dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso, acordei e voltei a situação. Eu deveria atender? O que faria? O que diria? “Olá meu amor, que saudade de você!” ou talvez “Que bom que ligou, sinto sua falta”. Eu estava preso. O telefone parou de tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Quem era? – Disse Ana, preocupada.&lt;br /&gt;__ Ninguém.&lt;br /&gt;__ Como és ninguém? Alguém acabou de ligar para você!&lt;br /&gt;__ Acalme-se. Não era ninguém importante. – Respondi, manipulando profundamente minhas expressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha consciência me apunhalava, pelo fato de saber que desde a hora em que a vi no Coliseu, tudo que dizia sobre mim era mentira, tudo era apenas um controle da situação. Tudo em função do prazer. Do meu prazer? A complexidade que se segue em diante é grande, porém, fácil de chegar a um ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ana voltou-se para o garçom e finalizou seu pedido, pensei sobre o que acabara de acontecer ali. “E quem me garante, que Ana não está na mesma situação que eu? Quem garante que o mesmo desejo que me possui, não é o mesmo que a domina, fazendo-a entrar em toda essa situação? Estou surtando. Vou continuar aproveitando desses momentos sem hesitar, só me restam cinco dias afinal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantamos uma massa especial da casa, algo peculiar a situação, talvez fosse engraçado se ela pedisse um sushi ali, em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 22h45min, já estávamos no hotel. Abri a porta para Ana entrar, logo que entrou, ela sentou-se a cama e quando tranquei a porta e virei rumo a ela, ela chamou-me.__ Henrique.__ O que há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Era ela, não? – A voz estava levemente triste.&lt;br /&gt;__ Quem Ana?&lt;br /&gt;__ Sua mulher! Sua brasileira! – Ela gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei estático. Sem expressão. Olhava-a, porém, não estava focando-a, apenas estava olhando parar ela, porque meu campo de visão parara ali. Estranhamente, eu via no rosto de Ana uma lágrima? O que estava acontecendo ali? A portuguesa acabara de me pressionar. De fato, nada eu havia esclarecido sobre uma possível esposa ou namorada no Brasil. Ela também não! Porém, eu também nada havia perguntado. Ana deveria estar sendo sincera e transparente desde o começo, eu não enxergava apenas o que não queria ver. Eu deveria ser sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Ela é argentina. – a tonalidade da voz soou firme.&lt;br /&gt;__ És sua mulher?&lt;br /&gt;__ Sim.&lt;br /&gt;__ Desde quando?&lt;br /&gt;__ Quatro anos e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou quieta. Abaixou a cabeça. Não vi lágrima caindo, mas vi Ana limpando os olhos com suas próprias mãos. Nenhuma palavra foi dita durante três ou quatro minutos. Da minha parte, sempre foi mais comum a análise do que a reação e assim eu estava.&lt;br /&gt;Ana levantou-se, pegou sua bolsa na cadeira ao lado da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Aonde vai? – Disse preocupado.&lt;br /&gt;__ Desculpe, não consigo ficar aqui. – Ana respondeu triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurei seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Mas, assim? – Eu dizia olhando em seus olhos.&lt;br /&gt;__ O que você acha que eu sou? Tente traduzir esse seu ‘ASSIM’! – Ana respondia devolvendo meus olhares.&lt;br /&gt;__ Não era pra ter acontecido isso. – Soltei a frase, olhando para baixo.&lt;br /&gt;__ Isso o que?&lt;br /&gt;__ Tudo que aconteceu!&lt;br /&gt;__ O maior culpado, foi você. Tudo que houve aqui foi produto de uma vontade recíproca Henrique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era a dona da razão, eu estava completamente perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltei seu braço direito, e Ana passou por mim, abriu a porta e saiu. A cena voltou a minha cabeça, e uma reconstrução inteligente passou a surgir. Talvez, desde o primeiro segundo passado dentro daquele quarto tivesse sido sem amor, pelo menos por parte dela. Sem dúvidas, tudo que fazíamos só era como era, diferente e exato, porque Ana injetava amor ali. Eu era um babaca. Ou talvez, era simplesmente um homem. Afinal, por mais que um homem seja romântico, seu romantismo é completamente inválido se a mulher que for desfrutar do mesmo, não souber injetar amor na situação. Ana era o centro de tudo que ocorria ali. Eu não fazia idéia de como Ana me enxergava, mas imaginava perfeitamente, que não era como eu a via. A portuguesa gostava muito de mim. Talvez, tinha uma visão muito linda dos minutos perfeitos e concretos que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abri a porta e corri pelo corredor, ela já havia descido pelo elevador. Desci pela escada, correndo, não cai por que a vontade de me desculpar era enorme, passei pela recepção e Ana já tinha saído dali. Sai do hotel e avistei uma mulher, era Ana. Corri cerca de cinqüenta metros, contornei-a e parei em sua frente. Eu estava ofegante. Segurei seus dois braços e me coloquei a no máximo ‘um suspiro’ de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Espere. – Disse eu, com minha voz completamente cansada. – Eu cometi um erro muito grande.&lt;br /&gt;__ Que erro? Você agiu como um homem, apenas.&lt;br /&gt;__ Ana, eu tenho certeza de que com apenas um olhar você consegue me compreender. Nós não possuímos uma relação fútil, é completamente diferente. Desculpe-me.&lt;br /&gt;__ Por que fez isso comigo?&lt;br /&gt;__ Não me pergunte isso. Eu fiz tudo errado e talvez, uma resposta a essa pergunta, apenas piore tudo.&lt;br /&gt;__ Tudo bem, vou embora. Já está tarde. – Ana dizia confiante.&lt;br /&gt;__ Ana...&lt;br /&gt;__ Sim?&lt;br /&gt;__ Posso abraçá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza de que eu escutaria um não, quando Ana pegou em minhas mãos e retirou-as de seu ombro era grande. Sem hesitar, abracei-a. Eu não necessitava daquilo, foi irracional, instintivo. Uma atração. Depois de tudo que enxerguei, o fato de abraçá-la e senti-la era completamente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Desculpe-me! – Disse mais uma vez, firme e baixo em seu ouvido.&lt;br /&gt;Ana me empurrou e olhou firmemente em meus olhos.&lt;br /&gt;__ Tú realmente estas sendo verdadeiro?&lt;br /&gt;__ Não tenha dúvida.&lt;br /&gt;__ Tudo bem. Está tarde.&lt;br /&gt;__ Realmente. Venha comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esperar a resposta, puxei sua mão esquerda e sai a frente. Ana não veio. Parou, olhou para baixo, ergueu a cabeça e a partir daí, deu o primeiro passo. Apertei sua mão muito forte. Ela devolvia a força que eu exercia. Sem um par de palavras trocadas retornamos ao quarto, fazia frio, o clima estava agradável para mim. Quando entrei no quarto, antes de Ana, tirei minha camiseta e joguei-a ao lado. Sentei a beira da cama, e ela, vindo logo atrás, parou a minha frente. Eu abracei-a, deixando minha cabeça em seu colo, e minhas mãos no meio de suas costas. A pressão entre nós era grande. Eu não via ali, apenas um abraço. Eu estava sendo confortado, por amor. Amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-4204048799399615766?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/4204048799399615766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=4204048799399615766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/4204048799399615766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/4204048799399615766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/11/captulo-7-produto-de-uma-vontade.html' title='Capítulo 7: Produto de uma vontade recíproca.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-3487777337903753130</id><published>2008-10-28T23:31:00.001-02:00</published><updated>2008-10-28T23:34:38.255-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 6: O perfume.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em meu relógio as horas estavam apontadas em 10h05min, como meus compromissos começariam apenas após o almoço, pedi para que o táxi me levasse para o hotel e lá, eu permaneceria até a primeira metade do dia.&lt;br /&gt;Desde a hora em que havia entrado no carro, até o momento em que abri a porta do meu quarto, minha cabeça rodava. O pensamento era apenas um: o que eu deveria fazer? Eu estava submetido aos delírios do meu próprio corpo. Estava em dúvida entre a razão que me ordenava remover a portuguesa de minha cabeça e ver toda aquela cena como uma simples obra do destino ou, entregar-me ao desejo carnal e cair aos luxos que a noite ao lado de Ana me causaria.&lt;br /&gt;Joguei-me sobre minha cama e passei a olhar o teto do quarto, dessa vez, azul. Lina, no dia de nosso casamento, casara-se de azul. Azul, sempre fora, sua cor favorita. E seus olhos, grandes e sedutores, eram azuis. Ainda com minha cabeça girando, acabei adormecendo e talvez, devido a pressão que eu mesmo exercia a mim, para não me atrasar aos meus compromissos, acordei exatamente quando meu relógio apontou as horas na primeira metade do dia. No banheiro do quarto, coloquei meu rosto em uma porção de água presente em minhas mãos e em seguida, o sequei.&lt;br /&gt;Sai do hotel por volta de 12h20min, rumo a um restaurante na região central de Roma, ali, vários estudantes e professores se reuniriam para almoçarmos e conhecer-nos, em seguida, iríamos para uma palestra que se realizaria em um teatro próximo.&lt;br /&gt;Durante todo o dia, minha atenção se voltara para o meu problema. Com toda certeza, qualquer animal que se classifique como ser humano, agiria como eu. Quando o assunto central do pensamento se chama sentimento, a solução do problema foge do controle. É complicado agir com razão e coerência. Assim, fiquei todo o dia. De tudo que escutei de mestres e intelectuais de vários lugares do mundo, imagino que aproveitei uma média de 1%.&lt;br /&gt;Quando voltei ao hotel, já havia se passado das vinte horas. Tirei toda a minha roupa e a joguei por onde andava, me direcionei então ao banheiro. Tomei um bom banho. Mais uma vez a água quente, atuava de forma relaxante no meu corpo. Ao sair do banheiro, já pensando em deitar-me e dormir, peguei a calça que eu havia jogado sobre minha cama, ao juntar suas duas partes e a dobrar vi lentamente um papel caindo no chão. Rapidamente meu cérebro recordou-me sobre o que se tratara aquele papel. Chega a ser completamente complexo tentar compreender o que fiz em seguida; peguei o papel, li o número ali escrito duas vezes, olhei para o teto azul do quarto, abaixei minha cabeça e me direcionei ao telefone na mesa ao lado da cama, sem pausa alguma durante as ações, peguei o telefone e disquei o número da portuguesa e, após duas chamadas ela atendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ É você brasileiro?&lt;br /&gt;__ Sim.&lt;br /&gt;__ Eu tinha certeza que tu me ligaria.&lt;br /&gt;__ Eu apenas senti vontade de escutar sua voz.&lt;br /&gt;__ E por que não pessoalmente?&lt;br /&gt;__ Não sei. Talvez eu não deva.&lt;br /&gt;__ Mas gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa conversa era rápida e extremamente objetiva, talvez desde a hora em que Ana me deu seu telefone, já saberia que eu iria telefonar. E com meu telefonema, ela não teria dúvidas sobre o que eu queria. Talvez, se ver, fosse um ato importante para nossos corpos, mas com toda certeza, essa vontade era a que menos nos consumia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Sim, eu gostaria.&lt;br /&gt;__ Onde está hospedado?&lt;br /&gt;__ Via Rasella, 29.&lt;br /&gt;__ Hotel Julia! És próximo de onde estou, chego ai em 20 minutos. Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esperar eu falar algo, ela desligou. Os vinte minutos seguintes provavelmente seriam torturantes. O hotel em que estava hospedado era bem discreto, sua entrada se limitava a uma pequena porta e naquela hora, não havia muito movimento na Via Rasella.&lt;br /&gt;Com toda certeza, eu não havia tomado a atitude mais correta, mas, eu precisava fazer aquilo. Era necessário rever Ana, era necessário tocá-la novamente, era necessário.&lt;br /&gt;Não havia se passado nem dez minutos desde nossa conversa e o telefone do meu quarto tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Recepcíon, buenas noches.&lt;br /&gt;__ Hola?&lt;br /&gt;__ Tiene a cá una muchacha solicitando una visita a tu cuarto, Ella se llama Ana Luiza.&lt;br /&gt;__ Puedes subir.&lt;br /&gt;__ Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um piscar de olhos, talvez dois ou três, Ana estava batendo a minha porta, com um rápido instinto olhei as horas, eram vinte e três horas, em ponto. Fui então abrir a porta para ela.&lt;br /&gt;Meus olhos atuaram da melhor maneira, fotografaram Ana dos pés a cabeça. Ela usava um sapato bonito, preto, com um salto alto, uma calça jeans escura, quase preta, de tão justa a calça, suas pernas se realçavam, e uma blusa básica com listras grandes brancas e verdes. Lembrei da ultima vez em que abri a porta para que Ana entrasse em meu quarto e lembrei também, que a partir da tal ultima vez, Ana passara vinte dias dentro do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Devo entrar?&lt;br /&gt;__ Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após Ana entrar, fechei a porta e quando me virei, ela apenas me abraçou. Eu jamais esperaria aquela cena. Ana sabia atuar como uma mulher carinhosa na hora correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Não fique assim comigo, eu sei o que está pensando Henrique. Tanto sei que, ao mesmo tempo sei o quão precisa de mim aqui. Com certeza, nossa vontade. – Ela ficou em silêncio um instante e sorriu. – Nossa vontade, é maior que sua culpa.&lt;br /&gt;A cada palavra que ela dizia, eu sentia tamanha reciprocidade que existia em nós. Ela sabia exatamente o que eu tinha? Sem dúvidas. Mas também sabia o quão desapropriado aquele assunto seria para o momento e então, após falar aquilo a mim, olhou-me de uma maneira que apenas ela conseguia. Não sei quantos homens puderam passar pelo prazer daquele olhar, talvez eu fosse o único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que atrapalhava meu fluxo de idéias havia desaparecido, o desejo me possuía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Me beije?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Ana funcionara como um imã em mim, envolvendo meus lábios e os seus. Desde o primeiro beijo dado naquele quarto até a manhã seguinte, todo movimento físico das mãos, pernas e principalmente lábios, era extremamente ardente. Minha cama havia se tornado testemunha de um logo momento prazeroso. Ana era a única mulher que possuía o controle total do meu corpo, tudo era feito na hora certa e da maneira correta, quando o comando era dela. Não havia dúvidas, minhas melhores noites de amor, foram com ela.&lt;br /&gt;Passamos longas horas envolvidos entre nossos braços ali dentro, a sensação confortável que nos possuía era inexplicável. Vítimas do nosso próprio organismo, acabamos adormecendo e acordamos no dia seguinte, juntos, por volta de onze horas.&lt;br /&gt;O perfume de Ana continuava em meu corpo, em minha cama e por todo meu quarto. Levantei-me e lentamente sentei a beira da cama para calçar uma sandália, em seguida, senti mãos suaves tocarem minhas costas e vi Ana se ajoelhando na cama atrás de mim, colocando em seguida, seu rosto ao lado do meu, apoiando-o em meu ombro direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ O que ira fazer? – Disse ela com sua voz sonolenta.&lt;br /&gt;__ Tenho uma reunião, às 13h.&lt;br /&gt;__ És realmente necessário ir?&lt;br /&gt;__ É sim, Ana.&lt;br /&gt;__ Não quero que vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana constantemente colocava-me em dúvidas. O que era aquilo? Puro desejo? Amor? Ou seria apenas conforto diante da presença confortável que um causava ao outro?&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que minha cabeça se embaraçava com dúvidas fúteis amorosas, meu instinto se drogava com o perfume de Ana espalhado por todo local e com aquele toque quente e único que focava meu corpo. Quando virei meu corpo para trás, para olhar em seus olhos e responder ao seu pedido eu vi Ana seminua, envolvida entre o lençol branco da cama. A pele branca dela brilhava naquele momento. Talvez eu tenha ficado mais de três minutos olhando-a, sem dizer nada, apenas olhando-a.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-3487777337903753130?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/3487777337903753130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=3487777337903753130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/3487777337903753130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/3487777337903753130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-6-o-perfume.html' title='Capítulo 6: O perfume.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-8290408040539937641</id><published>2008-10-23T20:13:00.004-02:00</published><updated>2008-10-23T20:18:57.174-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 5: Sete dias.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se eu ainda fosse adolescente, imagino que durante muito tempo, Ana permaneceria em meus pensamentos, principalmente nos horários em que eu mais pensava no que faria da minha vida, como por exemplo, antes de dormir. Talvez a cama possua uma magia, principalmente na adolescência. É como se ela fosse uma psicóloga e você o paciente, deitando em seu divã e refletindo sobre tudo que havia feito e pensava em fazer.&lt;br /&gt;Quando vi Lina pela primeira vez, no congresso, fiquei completamente fascinado com o brilho que via em torno dela. E talvez ela tenha me seduzido pelo seu passado e pela maneira em que se transformou a mulher que era. Lina sempre foi uma vencedora. Nesse momento não vejo necessidade de falar sobre a história dela, o foco da tua leitura, é outro, não tenho dúvidas.&lt;br /&gt;Há um mês atrás, segui em viagem para a Itália, o período se resumiria em apenas uma semana. Pelo que analisei, o cronograma de compromissos seria extremamente grande, então, eu deveria ter muito cuidado com o que gastaria meu tempo, não esquecendo em momento algum a quão movimentada era a cidade de Roma.&lt;br /&gt;Saí do Brasil por volta de 06h00min de domingo, a previsão para minha chegada em Roma, com conexão em Madri na Espanha, era para as 21h30min. O tempo foi corretamente calculado, sem atrasos. As 23h00min eu já estava deitado em meu quarto, muito cansado por não ter conseguido dormir dentro do avião. Eu estava hospedado estrategicamente no centro da cidade, necessitava de um ponto que me desse rápido acesso a todos os compromissos. Só na segunda-feira eu já tinha 2 palestras com importantíssimos professores italianos marcadas.&lt;br /&gt;Levantei-me por volta de 07h00, tomei um café da manhã bem leve. Era minha primeira viagem a Itália, não conhecia o país, talvez eu tivesse dificuldade para encontrar os pontos dos meus compromissos, porém, como eles só começariam após o almoço e se estenderiam até a noite, decidi utilizar minha manhã para realizar um sonho, este não herdado da minha adolescência. Ao ingressar na universidade, conhecer pessoalmente o Coliseu, tinha se tornado um projeto. O grande símbolo da civilização romana, de longe já me arrepiava, sempre imaginei o que sentiria ao chegar próximo a uma das sete maravilhas do mundo moderno.&lt;br /&gt;Não chegava a dar três quilômetros de distância desde meu hotel até a entrada do Coliseu. Sai do hotel as 08h15min, eu estava vestido em uma roupa não muito adequada para o clima dali, porém, não pretendia voltar ao hotel. Quinze minutos depois eu me encontrava tremendo, imobilizado, vislumbrado com o que via dentro do taxi. Era grande, enorme eu diria, eu não havia nem descido do táxi e já estava completamente feliz. Chega a ser engraçado, mas aquela visão proporcionava uma distribuição gigante de adrenalina em meu corpo. Eu estava excitado.&lt;br /&gt;Ao descer do carro, fui me locomovendo lentamente rumo ao caminho pelo qual os turistas percorriam, a cada passo, o símbolo romano aumentava a frente dos meus olhos, lágrimas caíram. O sol italiano estava fortemente quente, ao encontrar uma sombra procurei me direcionar a ela. Antes de chegar abaixo da arvore que avistara, uma mão tocou meu ombro seguida de uma voz bem sutil:&lt;br /&gt;__ És tu?&lt;br /&gt;Com toda certeza deveria ser um mal entendido, afinal, quem me conheceria ali? Virei então, para ver se reconheceria o rosto da pessoa.&lt;br /&gt;__ Eu sou? Quem?&lt;br /&gt;__ Sim, és tu – respondeu-me a mulher com um sorriso.&lt;br /&gt;Ela usava óculos escuros, estava em trajes bem tropicais, um short branco curto, uma camiseta vinho e tênis. Ao olhar a primeira vez e perguntar quem era eu, tinha certeza que não conhecia a mulher branca de cabelos curtos negros, até que ela soltou um sorriso, aquele sorriso. Eu poderia vê-lo a quilômetros, sem dúvidas, o reconheceria. Ele era único, era cheio de poder, de sensualidade. Seguido dele, imagens armazenadas em minha memória começaram a se encaixar na face na mulher que a minha frente estava. Aquela pétala a minha frente, era ela.&lt;br /&gt;Ana mais uma vez estava diante de mim, sem explicação.&lt;br /&gt;__ Ana? – Perguntei, já sabendo que realmente era ela.&lt;br /&gt;__ E existe outra? – respondeu ela, cruzando os braços.&lt;br /&gt;__ Portuguesa! O que está fazendo aqui? Como me encontrou? – Eu realmente estava muito espantado com aquela cena a minha frente.&lt;br /&gt;__ Tu podes ter calma? – Ela sorriu. – Estou viajando, de férias. E vi você descendo do táxi, o reconheci na hora.&lt;br /&gt;Ela falava com uma forte naturalidade. De fato Ana sempre foi sincera comigo, eu não duvidaria que ela realmente estivesse de férias e ali, naquele momento. Também não passei por devaneios, imaginando que aquilo fosse um sonho ou um delírio qualquer. Era real, a portuguesa estava ali diante de mim.&lt;br /&gt;__ Sua presença, mesmo depois de tanto tempo, é muito confortável. – Mais calmo, falei a ela.&lt;br /&gt;__ Não tenha dúvida de que penso o mesmo. E você, o que faz aqui?&lt;br /&gt;__ Estou a trabalho, novamente. Passarei sete dias em Roma, participando de palestras e congressos de organizações educacionais.&lt;br /&gt;__ Muito interessante. Enquanto tu trabalhas, conhecerei Roma.&lt;br /&gt;__ Quais são seus planos para hoje?&lt;br /&gt;__ Devo almoçar com um amigo e passar a tarde com ele. Não planejo nada para noite.&lt;br /&gt;Esperei que ela perguntasse se eu teria planos para a noite ou qualquer coisa do tipo, mas a resposta de Ana se resumiu apenas no que ela faria. Seria o tal amigo, na realidade, um companheiro? Talvez ela estivesse envolvida com algum italiano, e para evitar qualquer mal estar, chamou-o de “amigo”. Após imaginar isso e manter-me poucos segundos em silêncio, voltei a minha mente e me perguntei por que eu estaria preocupado com isso. Eu era casado. Não sabia mais nada da vida de Ana. Estava cometendo um crime desagradável com Lina, ela jamais mereceria isso. Eu deveria sair dali, antes que cometesse um verdadeiro erro.&lt;br /&gt;__ Bom, realmente é muito bom ver você. Tenho alguns compromissos então terei de ir embora. – Eu falava visivelmente tenso.&lt;br /&gt;__ Antes de ir, vou anotar meu telefone para você, caso não tenha um plano para noite, me ligue? – Disse ela, interrompendo minha frase e retirando um papel de seu bolso.&lt;br /&gt;Ana acabara de dizer algo que a dez segundos atrás eu esperava com todo prazer que fosse dito, porém, agora era o que eu mais temia.&lt;br /&gt;__ Aqui está. – Disse ela, entregando-me o papel com seu número anotado.&lt;br /&gt;__ Bem, caso eu não esteja ocupado, telefonarei.&lt;br /&gt;__ Vou esperar Henrique.&lt;br /&gt;__ Adeus Ana. – Falei, sem hesitar, já a abraçando.&lt;br /&gt;__ Até logo. - Ela respondeu-me falando próximo ao meu ouvido direito e abraçando-me fortemente.&lt;br /&gt;Ao sair andando dali, minha cabeça estava voando, eu sentia que ela já deveria ter dado dez voltas por todo planeta. O que eu deveria fazer? A portuguesa acabara de aparecer. Eu não iria me enganar, ela estava mais linda do que antes, e bem charmosa. Eu a via como uma deusa. Sem dúvida, eu também não poderia esquecer, que meu sonho de conhecer o Coliseu havia ido por água a baixo. Eu deveria me contentar com apenas as imagens externas do local. Não realizei um sonho por completo por conta de uma mulher. Literalmente a conclusão final dessa cena, acabou sendo engraçado. Enquanto andava rumo a um táxi, dava risada de mim mesmo e da maneira infantil que reagi a tudo. Infantil demais ou humano demais? Talvez, humanamente infantil demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-8290408040539937641?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/8290408040539937641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=8290408040539937641' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8290408040539937641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/8290408040539937641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-5-quem-destino.html' title='Capítulo 5: Sete dias.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-2703905228653000188</id><published>2008-10-21T21:50:00.001-02:00</published><updated>2008-10-21T22:02:39.678-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 4: A morte de Ana.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na manhã seguinte, uma linda terça-feira britânica, eu acabara de despertar-me por volta de 10h35min. Ana dormia sobre meu braço esquerdo. Havia um bom tempo em que eu não possuía uma imagem confortável e bonita daquela em minha memória. Eu não me levantava, ficava olhando o teto perolado mais uma vez e lembrando quão perfeita a noite anterior havia sido. Ao movimentar meu olhar para ela ao lado, fui pego de surpresa por um belo sorriso com olhos fechados.&lt;br /&gt;__ Buenos dias brasileño. – Disse ela, visivelmente feliz.&lt;br /&gt;__ Bom dia portuguesa. – Respondi.&lt;br /&gt;Lhe dei então um beijo e levantei-me da cama, eu não fazia a mínima idéia do que faria naquela terça-feira, nenhum compromisso estava marcado. Um dia como a terça-feira em que Ana acordara ao meu lado seria única, não pelo simples fato dela acordar ao meu lado, mas sim, por não ter compromissos durante o dia. Minha rotina dali em diante iria ser iniciada, todos os dias, com uma portuguesa acordando ao meu lado, com um gostoso bom dia. A única diferença, é que eu a veria apenas após as 17h30min.&lt;br /&gt;Nossa comunicação física era muito bem desenvolvida. Muitas pessoas ao envolverem-se umas com as outras, possuem uma intensa mania de sempre perguntar como o outro está, vejo isso, como um sinal claro de comunicação física mal desenvolvida. Com apenas um olhar, Ana me explicava o que estava sentindo. Isso não quer dizer que conversávamos pouco, muito pelo contrário. É agradável em demasia conversar sobre qualquer assunto com pessoas cultas e a portuguesa era muito culta.&lt;br /&gt;Foram vinte dias. Belos vinte dias. Procuro até hoje adjetivos adequados para descrevê-los.&lt;br /&gt;Chegamos a trocar informações para nos encontrarmos depois; endereço, telefone, e-mails. Porém, devido a vida agitada que passei a ter assim que voltei ao Brasil, não tive o tempo necessário para me concentrar nos momentos vividos em Londres. Passadas três semanas do meu retorno recebi uma encomenda pelo correio. Continha uma caixa branca com selo de Portugal e bem visível o nome “Ana Luiza Carvalho”, fiquei espantado e com uma rápida vontade abri a caixa, curioso para ver o que ali continha. Peguei então em minhas mãos uma folha, escrita a mão com a linda letra dela. “Henrique, nossos dias inesquecíveis, transformaram-se em livro. Um lindo livro, que carinhosamente nomeei de ‘O brasileiro’, em homenagem a forma em que normalmente me chamava. Meu primeiro romance com um final mais confortável, talvez, o melhor da minha vida. Obrigado por compartilhar tudo, principalmente seus melhores defeitos.”&lt;br /&gt;Durante alguns segundos fiquei parado, intacto, com a folha em minhas mãos, relendo cada palavra. A folha cheirava ao perfume de Ana e, em um rápido piscar de olhos, pensei sentir Ana em minha frente.&lt;br /&gt;O livro tinha um design simples, talvez só eu entendesse aquela simplicidade. Uma capa cor de pérola e no rodapé, escrito em uma letra pequena “O Brasileiro”. O livro começava apenas na página 20.&lt;br /&gt;Ao ver aquela homenagem simples e direta a mim fiquei feliz. Novamente pude ver quão era recíproco o sentimento de agradecimento existente entre nós. Sem hesitar abri logo a dedicatória do livro e me deparei com uma dedicatória toda em espanhol, língua da qual eu dominava muito bem. “Esta obra tem como principal, o intuito de expor as experiências amorosas vividas por uma jovem portuguesa em uma de suas viagens pelo mundo. É inteiramente baseada em relatos verídicos.” (...) No final, o ultimo parágrafo se resumia em uma única palavra: “Obrigado”. Com toda coerência de leitura que tenho, interpretei o correto, aquele ‘obrigado’ não era direcionado ao leitor, por ler a obra e sim, a mim, por ser o principal papel para a realização do trabalho.&lt;br /&gt;Era uma tarde de segunda-feira e eu estava cheio de compromissos marcados, acabei deixando o livro para começar a ler de noite, assim que chegasse a casa novamente. Como programado, virei à noite lendo a obra de Ana e fiquei fascinado com a riqueza dos fatos em que ela descrevia todos os fatos ocorridos, principalmente nossos ardentes momentos dentro do quarto 501. Roupas, cheiros, horários, desejos, tudo era descrito com forte intensidade. Não sei se a memória de Ana era tão poderosa daquela maneira, ou se ela anotara a tudo que havia ocorrido durante os dias. De qualquer maneira, me agradava. Li o livro todo em apenas 2 dias. 300 páginas que entravam na minha mente em rápida velocidade. E o final, supostamente mais ‘confortável’ se resumia ao simples fim da viagem. Nem eu, muito menos ela morremos ou ficamos traumatizados de alguma maneira. Nosso romance se resumiu em uma linda fase. Sem dúvida, qualquer leitor da obra, sonhara com uma fase romântica como aquela em sua vida.&lt;br /&gt;Ana era parte de mim agora. Eu a via em livrarias, ao ler seus nomes estampados em capas de livros ou em críticas perdidas pela internet. Eu não a amava. Sempre fui muito critico quanto a isso. Eu não havia conhecido a Ana mulher, do dia a dia, eu não havia brigado com ela por qualquer motivo, não sabia como eram suas reações de ciúmes, não sabia de sua família, do seu passado. Apenas conhecia a Ana carinhosa, seu lado perfeito, sua beleza exterior e certamente, suas habilidades profissionais. Com toda maturidade que eu possuía, era complicado querer vê-la como a mulher da minha vida.&lt;br /&gt;Em agradecimento ao livro, mandei a ela uma carta bem realista e sincera, tendo como principal objetivo, deixar claro o quão especial ela era dentro de mim. Até hoje, nunca obtive resposta, talvez Ana tenha se mudado antes da correspondência chegar, talvez mandei para um endereço errado ou, o mais inacreditável, ela realmente não sentiu interesse em responder. Não senti a mínima vontade de montar paradigmas em torno disso. Conforme o tempo, exatamente quatro anos, Ana morreu. Morreu dentro de mim. Sobraram apenas nossos momentos intensos, apenas.&lt;br /&gt;Quatro meses após a chegada da correspondência de Ana, conheci minha atual esposa, Lina. Ela é uma linda argentina loira de olhos claros, e apenas dois meses foram necessários para eu enxergar que ela seria minha mulher. Pude conhecê-la em um congresso de história realizado em Buenos Aires. Ela é doutora em arqueologia e mantém um ritmo de vida agitado e viajado como o meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-2703905228653000188?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/2703905228653000188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=2703905228653000188' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/2703905228653000188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/2703905228653000188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-4-morte-de-ana.html' title='Capítulo 4: A morte de Ana.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-6361133196765737301</id><published>2008-10-20T18:09:00.004-02:00</published><updated>2008-10-21T23:54:27.810-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 3: Meu quarto-clímax.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A música ainda tocava, e eu, olhava para o teto cor de pérola com o telefone desligado na mão. Não havia se passado dois minutos após a ultima frase dela ao telefone, então alguém bateu na porta. Abri rapidamente e me deparei com a portuguesa, dessa vez sem casaco e cachecol, apenas utilizando uma camisola de seda branca e com meias calçando seus pés, sobre a camisola, uma jaqueta jeans escura que, provavelmente foi a primeira que viu sobre alguma cadeira dentro de seu quarto, em sua mão direita, ela segurava um computador.&lt;br /&gt;__ Posso entrar? – Disse ela com seu sorriso sedutor me corroendo.&lt;br /&gt;__ Por que não?&lt;br /&gt;Ela era romancista. Trabalhava o amor de uma maneira polêmica em suas obras. Enquanto eu ia fechando a porta, ela se sentava sobre minha cama, abrindo seu computador. Naquele momento, eu ficava em dúvida se estava interessado em ver o que a portuguesa tinha para me mostrar, ou em dizer a ela coisas que provavelmente surgiriam em minha mente assim que eu me sentasse ao seu lado, na cama. Logo que me sentei, fiquei em dúvida também sobre o que se passava na cabeça dela; ela realmente queria mostrar seu trabalho a mim e ser reconhecida por um brasileiro que acabara de conhecer ou, gostaria que ele falasse coisas que viessem à sua cabeça assim que se sentasse ao lado dela?&lt;br /&gt;Ela estava linda. Eu estava bem à vontade. Sem camisa, com um short curto de algodão, todo despenteado e descalço. Quando sentei, ela passou a me olhar e não dizer uma única palavra, apenas me olhava. Fiquei encabulado, mas gostei do gesto, eu via admiração nos olhos dela. Com toda certeza o historiador que via ali, ela ainda não conhecera e esse, agradava muito as expectativas dela.&lt;br /&gt;__ Chama-se ‘A portuguesa’ – Disse ela, voltando seu olhar para o computador.&lt;br /&gt;__ O que Ana? – Ressaltei distraído.&lt;br /&gt;__ Meu último trabalho.&lt;br /&gt;__ Ah sim! Sobre o que é a história?&lt;br /&gt;__ É bem curto, tenho um exemplar na minha mala. Conta a história de uma portuguesa, que em uma viagem a trabalho à Grécia, conhece o amor de sua vida.&lt;br /&gt;__ Grécia?&lt;br /&gt;__ Sim! Grécia.&lt;br /&gt;__ Não Londres?&lt;br /&gt;__ Não! – Respondeu-me ela sorrindo.&lt;br /&gt;__ O que faz de seus trabalhos tão criticados pelos especialistas?&lt;br /&gt;__Meus desfechos. Sempre são polêmicos. Normalmente não agradam a todos. – Respondeu ela.&lt;br /&gt;__ O que acontece com o homem nessa obra, o amor da vida da portuguesa?&lt;br /&gt;__ Suicida-se.&lt;br /&gt;__ É... Talvez, realmente seja polêmico. E felizmente é Grécia e não Londres. – Disse eu com um tom malicioso.&lt;br /&gt;__ Tu estas engraçado – Ela riu e deitou-se para trás.&lt;br /&gt;Ao ver aquela cena, me senti envolvido em um convite. Ana estava fisicamente se comunicando comigo, ela acabara de me chamar para junto dela. Enquanto ela olhava para o teto eu fechei seu computador, colocando-o sobre a mesa ao lado da cama. Ela voltou seu olhar a mim, novamente. Apenas me olhou, sem disparar uma palavra se quer. Via-me ali em um momento na qual, eu não era o dono racional dos meus atos. Olhei então para ela, por inteira, ali deitada e, levemente, me sentei ao seu lado. Ela me olhava. Era como se meu rosto tivesse o reluzir do ouro, atraindo sua atenção. Meu corpo se encaminhava em sintonia, rumo ao dela, meus olhos buscando os dela. Nenhuma palavra, apenas olhares. Ao fechar dos olhos, tudo se escureceu no envolvimento de um beijo. Eu estava sobre a portuguesa, beijando-a, me sentindo dentro da maior ironia já armada pelo destino. O beijo era completamente diferente, talvez por conta do êxtase que envolvia aquele momento. Era o melhor beijo que eu já havia dado, com toda certeza. Envolvido por mãos sem controle e suspiros, que funcionavam como palavras deixando explícito como era delicioso aquele momento. Sem dúvida alguma, desde a hora que em deixei-a na porta de seu quarto e lhe desejei boa noite, a vontade daquele momento, passava a ser recíproca. Alguns instantes após aquele meu momento atrevido, ela virava-me e posicionava-se sobre mim, no meio da cama, a luz retomava-me novamente com o abrir dos olhos. Ana estava linda, ofegante, parecia uma adolescente descobrindo os prazeres do corpo em um momento extremamente diferente. Então, em uma mudança de gênero momentânea, toda aquela cena, se transformava em uma cena completamente carinhosa. Ana me abraçou, ali, deitado e suas mãos macias e bem traçadas, começaram a acariciar meu rosto que apenas a olhava.&lt;br /&gt;__ Você é linda portuguesa.&lt;br /&gt;__ Tu não tens que falar nada agora. Já basta o que teu corpo fala.&lt;br /&gt;Para mim, aquela noite seria a mais inesquecível em Londres. Estava visível nos olhos de Ana a falta de vontade de sair daquele quarto e voltar para o seu. Os lábios, que até então, eu achara belos e atraentes, eram também, muito quentes e rápidos. Após certo tempo em que nos encontrávamos ali, os lábios se tornaram nossos olhos. O cenário era cinematográfico, eu era o galã, Ana a protagonista. A jaqueta dela já não era mais confortável em tal situação e sem descolar os lábios de mim, ela apenas levantou os braços enquanto eu a tirava levemente. Seus pés se encostaram tanto um no outro, que não havia necessidade do meu trabalho para retirar o par de meias, ele já estava no chão. Tanto eu quanto Ana, sabíamos que roupas já não eram mais úteis dentro daquela suíte. Minhas mãos então, calmamente, levantaram sua camisola, ela ajoelhou-se na cama, enquanto eu me movimentava rumo à suas costas. A pele dela, branca, transpirava, não estávamos com roupas pesadas e o ar-condicionado encontrava-se ligado. Aquela transpiração era momentânea, era a resposta as minhas mãos que a tocavam desde a hora em que ali ela se deitou. Minha mão direita soltava seu sutiã vermelho, uma cor bem peculiar àquela situação. Novamente ela se voltara a mim, e me olhava. Aquele olhar atraente e profundo. Ana sabia que aquele olhar mantinha o controle da situação, me manipulava. Precisamos de apenas poucos minutos, para estarmos completamente nus. Ela me puxou sobre ela. A excitação era algo muito recíproco naquele cômodo. Começara ali, naquele colchão grande, dentro daquela suíte de teto cor de pérola, uma intensa noite de romance, um romance com toque europeu de elegância e estilo, uma combinação de afinidades e vontades, começara ali dentro, uma agradável madrugada de amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-6361133196765737301?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/6361133196765737301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=6361133196765737301' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/6361133196765737301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/6361133196765737301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-3-boa-noite.html' title='Capítulo 3: Meu quarto-clímax.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-7962220476171883148</id><published>2008-10-19T16:09:00.002-02:00</published><updated>2008-10-19T16:18:35.058-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 2: Boa noite.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por um vício sistemático, peguei e olhei meu Longuines 1982’s e ela, repentinamente perguntou:&lt;br /&gt;__ Que horas são?&lt;br /&gt;__ Três horas – respondi espantado.&lt;br /&gt;As horas haviam passado rapidamente enquanto estávamos ali, sentados, conversando assuntos diversos e educados. Em seguida, vi no rosto dela uma estranha transformação facial, com toda certeza, fruto da preocupação em função do horário em que ali, ainda nos encontrávamos. Achei engraçado e ao mesmo tempo me senti encantado ou, enfeitiçado, pela beleza que enxergava no rosto da portuguesa; escritora, formada em línguas, que falava russo e era apaixonada pelo cinema brasileiro.&lt;br /&gt;Durante o meu momento de distração, ela levantou-se dizendo que precisava ir embora. Pedi para acompanhá-la. Paguei minha conta e o que ela havia consumido, ela, nada disse, apenas me deu outro sorriso. Ao sairmos, continuamos conversando. Percebi que passei a olhar para ela mais maliciosamente do que antes, eu estava enxergando um excesso de beleza física, até então, não percebível. Ela realmente era linda e delicada, possuía mãos extremamente bem traçadas; imaginei que a portuguesa deveria ser muito carinhosa.&lt;br /&gt;Conforme andávamos, enxerguei meu hotel logo à frente.&lt;br /&gt;__ Estou hospedado aqui. – Apontei para o hotel bem iluminado a nossa frente.&lt;br /&gt;__ Estas falando sério? – Perguntou ela, parando de andar.&lt;br /&gt;__ Sim, por que o espanto?&lt;br /&gt;__ Não, não me espantei, é que também estou hospedada aqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enquanto ela falava, eu sentia uma tremenda vontade de rir, diante da ironia que o destino acabara de aprontar. Com toda certeza havíamos chegado a Londres no mesmo vôo, como não fui direto para o hotel, não a vi chegando lá. Naquele momento, eu me via diante de uma coincidência muito gostosa. Foi a primeira pessoa que falei mais que cinco minutos em Londres e, a algumas horas atrás, ela estava no mesmo avião que eu, talvez na poltrona de trás, porém eu não havia percebido. Agora, eu acabara de descobrir que estávamos hospedados no mesmo lugar.&lt;br /&gt;__ Vamos subir então? – Disse ela.&lt;br /&gt;__ Claro.&lt;br /&gt;Ao subir os cinco degraus da entrada do hotel, nos direcionamos a recepção.&lt;br /&gt;__ Cuarto 501. – Falei ao recepcionista.&lt;br /&gt;__ Cuarto 503, señor. – Disse ela, sorrindo e olhando para mim.&lt;br /&gt;__ Están trabajando aquí? – Disse o recepcionista em espanhol.&lt;br /&gt;__ Sí.&lt;br /&gt;__ Sí.&lt;br /&gt;__ Pienso que la empresa de ustedes ha alquilado más dois cuartos aqui en el hotel. Tienen mas 2 portugueses a trabajo a cá.&lt;br /&gt;__ Soy brasileño. – Respondi a ele em espanhol.&lt;br /&gt;__ Solamente yo soy portuguesa y no somos de la misma empresa. – Disse ela, com uma voz suave e agradável.&lt;br /&gt;__ Á si! Bueno, entonces buenas noches. El desayuno inicia a las seis y quinze de la mañana.&lt;br /&gt;__ Gracias.&lt;br /&gt;__ Gracias señor. – Disse eu, ao recepcionista.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Seu sotaque espanhol era recheado de regras, provavelmente por conta dos seus estudos em lingüística. Pegamos as chaves e fomos ao elevador, devido à hora, eu já me sentia um tanto quão cansado e tinha certeza que não tomaria o café do hotel. Com toda certeza eu iria dormir até as dez horas do amanhecer seguinte.&lt;br /&gt;__ Ah propósito, qual seu nome? – Falei olhando em direção a ela.&lt;br /&gt;__ Ana. Ana Luiza. Podes me chamar de Ana. E você?&lt;br /&gt;__ Fernando. Fernando Henrique. Pode me chamar de Fernando.&lt;br /&gt;Desde a hora em que entramos no elevador, até chegarmos ao oitavo andar nada foi falado. Eu pensava no que ela estaria pensando, após lembrar que conversamos mais de quatro horas sem parar, e apenas a dois minutos atrás eu perguntei seu nome. Ela estava dois quartos ao lado do meu.&lt;br /&gt;__ Penso que foi um prazer conhecê-la.&lt;br /&gt;__ Sinto o mesmo. Obrigado. Eu estava meio presa e com medo, ainda bem que você apareceu.&lt;br /&gt;__ É bom saber que sou útil. Boa noite Ana.&lt;br /&gt;__ Além de útil, você é agradável. Boa noite Henrique.&lt;br /&gt;Estava escrito no meu rosto, que, naquele momento, a ultima coisa que eu queria era me despedir dela. Meu cansaço tinha desaparecido. Por me conhecer, já sabia que a noite seria longa. Talvez a imagem da portuguesa branca, de cabelos curtos e boca atraente, ficaria em minha cabeça durante várias trocas de posição em minha cama.&lt;br /&gt;Ao entrar no quarto, decidi tomar um banho. Um banho quente, antes de dormir, causa uma sensação de relaxamento e conforto nos músculos. Seria ideal, para que o sono chegasse até mim. O banheiro da suíte era grande e confortável, os azulejos da parede, todos em mármore branco, causavam uma sensação de pureza ali, o piso texturizado em preto e ouro, proporcionava o contraste do ambiente. Entre os quatro vidros do box, eu nada escutava além daquela água quente caindo sobre minhas costas e o barulho natural da ducha.&lt;br /&gt;Meu Longines apontava quase quatro horas da manhã. Definitivamente eu não acordaria para o café da manhã. Retirei meu computador da mala, e o liguei, eu precisava escutar uma boa música. Já havia provavelmente, cerca de dez minutos que eu estava deitado, todo esticado naquele confortável colchão de casal, olhando o teto cor de pérola do quarto, sem sono. Escutei então o toque do telefone. Naquela situação, apenas duas pessoas poderiam me ligar; a recepção do hotel, ou Ana, afinal, apenas eles sabiam o quarto em que eu estava hospedado.&lt;br /&gt;__ Hola? – Atendi ao telefone em espanhol.&lt;br /&gt;__ Sou eu, fale em português, por favor?&lt;br /&gt;__ Você ainda não dormiu?&lt;br /&gt;__ Não consigo. Tu estás ocupado?&lt;br /&gt;__ Não. Estou deitado.&lt;br /&gt;__ Quero te mostrar meu ultimo trabalho. – Disse ela com uma voz entusiasmada.&lt;br /&gt;__ Terei um prazer em vê-lo – Respondi, ao som da linha desligada do telefone. – Ela desligou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-7962220476171883148?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/7962220476171883148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=7962220476171883148' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/7962220476171883148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/7962220476171883148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-2-boa-noite.html' title='Capítulo 2: Boa noite.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-1753196580920971901</id><published>2008-10-19T03:15:00.001-02:00</published><updated>2008-10-21T22:59:45.886-02:00</updated><title type='text'>Capítulo 1: Vinte dias.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em meus cálculos, já são quatro anos e meio de monotonia, cinqüenta e quatro meses de pura rotina.&lt;br /&gt;Desde adolescente eu sonhava com meu casamento, com aqueles passos lentos na igreja e aquela elegância toda nas vestimentas. Bom, antes que pense, não estou queixando-me. Porém, algumas coisas que pude ver dias atrás, fizeram-me refletir um pouco mais sobre o amor.&lt;br /&gt;Além do sonho do matrimônio, quando novo, eu pensava muito em viajar, na realidade, gostaria de ter nascido rico e gastar todo meu dinheiro com viagens conhecendo o planeta. Felizmente, meu antigo trabalho proporcionou-me conhecer muitos lugares do globo e, numa dessas andanças tive uma aventura.&lt;br /&gt;Eu era historiador e trabalhava em um projeto, para uma universidade argentina. Acabara de retornar do Peru e já recebera o aviso de que passaria cerca de vinte dias em Londres. Seriam vinte dias, com toda certeza, de muita pesquisa e estudo, supostamente, a grande maioria do tempo seria passada em reuniões com historiadores de lá e coisas do tipo.&lt;br /&gt;Comecei minha carreira bem cedo, aos 26 anos já estava na ativa. Até então, eu tinha uma vida agradável. Morava sozinho no sul do Brasil, financeiramente eu estava confortável e até aí, jamais tinha vivido um relacionamento enamorado muito intenso. Sempre me apeguei aos relacionamentos mais curtos com términos não muito peculiares. Não que isso me satisfizesse, porém, sempre me senti inseguro e imaturo quanto ao tratamento do sentimento alheio.&lt;br /&gt;A viagem estava marcada para domingo, as 08h45min e a previsão de chegada em Londres, era por volta de 07h00min, da manhã de segunda-feira e, como na maioria dos casos, isso não foi possível. O vôo saiu três horas atrasado, e ainda se atrasou mais quatro horas em uma escala em Lisboa. Meus compromissos começariam a partir de quarta-feira, eu estava tranqüilo. Aproveitei então os contratempos e antes de ir para o hotel, decidi dar uma volta rápida pela cidade e já procurar um local adequado para tomar uma bebida e escutar uma boa música na noite que começaria.&lt;br /&gt;Londres sempre foi o tipo de cidade que me atrai, talvez, por conta das leituras que gosto ou pelos filmes que assisto. Sinto uma mistura de romantismo clássico, cachecóis e paletós, com café, tabaco e livros, o resultado dessa equação, é um ambiente fora do comum. The Half Moon, o pub, conseguiu se encaixar nessa harmonia que eu procurava. Levei então minha mala para o hotel, tomei um bom banho e descansei um pouco. Despertei-me as 21h00min, e coloquei roupas adequadas para aquela noite londrina gelada. O pub estava bem quente, talvez eu deva ter esquecido de perguntar que horas eles começariam o show, aparentemente as pessoas ja estavam ali há umas 3 horas.&lt;br /&gt;Apesar de toda a magia que eu utilizava para enfeitar aquela cidade, eu estava extremamente perdido. Meu inglês, norte-americano, já nunca foi dos melhores, sempre dei preferência a idiomas neolatinos, eu não conhecia ninguém, e sabia que deveria ter muito cuidado, afinal, eu estava lá a trabalho.&lt;br /&gt;Procurei ficar em um lugar tranqüilo, mais anônimo, sentei-me então no balcão, no penúltimo banco, ao meu lado, encostado na parede, havia um senhor negro de chapéu cinza, que fumava Dunhill. Eu tomava um bom chope, como a grande maioria dos que estavam ali sentados e me distraia olhando em direção ao palco e vendo os rostos britânicos, que por sinal, sempre achei muito bonitos. De maneira repentina, o senhor ao meu lado, tocou em meus ombros e disse em inglês: ‘Garoto, não deixe que ela saia daqui, faça sentar-se ao seu lado’. Como ele pronunciou tudo muito lentamente, pude entender com facilidade e então, ele se levantou e saiu andando rumo à porta de saída do pub. Poucos segundos depois, uma moça branca, com cabelos escuros, acima de seu pescoço e uma boca vermelha, bem atraente, chegou ao meu lado, perto do banco que estava o senhor de chapéu e pediu um “Imperial”, o garçom, alguns minutos depois, entregou a ela um drinque todo elaborado, na qual ela ficou toda sem jeito em pegar, dizendo que não era aquilo que havia pedido. Prestando atenção em toda a cena, entendi completamente o que ela pedia. Provavelmente a moça deveria ser Portuguesa, país onde o chope é chamado de Imperial, nome popular devido à antigamente, apenas a família real ter acesso a bebida com facilidade, os mesmos que em 1808, trariam a bebida para o Brasil. Então, pedi um chope ao garçom, peguei a bebida da mão dela e em português, pedi para que ela se sentasse. Ela sorriu para mim e sentou-se, dizendo que acabara de chegar a Londres e ainda estava muito perdida por lá. O garçom trouxe o chope e enquanto bebíamos, conversamos em português sobre o motivo de estar ali, sobre trabalho e assuntos bem conservadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-1753196580920971901?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/1753196580920971901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=1753196580920971901' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1753196580920971901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/1753196580920971901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/captulo-1-vinte-dias.html' title='Capítulo 1: Vinte dias.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-3505362565558528765</id><published>2008-10-15T12:32:00.000-03:00</published><updated>2008-10-15T12:34:54.089-03:00</updated><title type='text'>Bom dia, Pedra.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tortura, muitas vezes, se torna adjetivo e se encaixa corretamente no som do toque do despertador, escutado todas as manhãs de segunda a sábado. Não há disposição, não há ânimo, não há leite, não há pão. O capital necessário para garantir a alimentação da família, é destinado a vícios, fruto de traumas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;__ Olá álcool, já alimentou meu pai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;__ Pedra, não se preocupe, quando ele sente fome, ele me procura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era uma fria manhã de segunda-feira e, em repouso, eu aguardava minha mãe vir me despertar, para que eu me arrumasse e fosse para escola, começaria mais uma semana e, como todas as outras, seria apenas mais uma semana. Nunca fui um excelente aluno, é fato, sempre preferi dormir, no lugar de prestar atenção nas aulas e, pelo que lembro, conversar sobre a festa de sábado, era muito mais interessante, do que pedir ajuda em um exercício de matemática. Porém, naquela manhã, despertei sem o chamado mimado de minha mãe. Eu já estava alguns minutos atrasado, ela, com toda certeza, também estaria. Deveria ter cochilado após o despertar e então pegou no sono outra vez. Talvez, ela realmente tenha pegado no sono, mas não ali, não em nossa casa. Minha mãe não estava presente. E a partir de então, ela nunca mais estaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;__ Pedra, preciso entrar em contato com sua mãe, sua situação na escola nos últimos dias, tem sido extremamente egoísta e infantil. Não sei o que está acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;__ Desculpe diretor, mas, se conseguir falar com minha mãe, peça pra que ela nunca mais apareça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje, é dia dos professores. Várias escolas estão sem aula. Não sei exatamente o porquê disso, vejo que o mais correto, seria os alunos irem à escola e agradecer aos professores pelo trabalho que fazem. Para aqueles mais exemplares, até presentes seriam viáveis. Hoje deveria ser o dia, dos alunos reconhecerem aqueles que em muitas vezes acabam tornando-se seus pais. Bem, acho que isso não seja nenhum crime. Todo dia 15 de outubro é válido para que eu lembre o quão a escola conseguiu transformar em mim, também vejo que se pensar desta maneira, devo morrer de ódio dos homens que se intitulam educadores. Quantas pessoas existem perdidas pelas instituições de ensino do país nas mesmas situações que eu fiquei? Cego e imóvel, como pedra, fruto de um trauma, muitas vezes invisível. Ao lado, tendo como inimigo, o inatingível álcool, o maior manipulador de mentes, torturador e destruidor de lares que já conheci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há sete anos atrás acordei sem minha mãe, hoje sei que na realidade, ela não suportou mais as agressões, principalmente físicas direcionadas a ela por parte do meu pai. Estou formado, tanto academicamente como psicologicamente e melhor ainda, ideologicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porém, a cada dia 15 de outubro, mantenho minha indignação, por aqueles que têm coragem de intitular-se “professor” e, jamais pensarem como educadores, jamais pensarem como pais. E ainda por cima, possuem a coragem de se ausentar do trabalho no dia que consideram como feriado, como seu dia. Chego a ficar descontrolado, pois sei que é enorme a quantidade de ‘Pedras’, existentes pelo país. Fico preso e de braços atados, pois a maioria conhece a solução para essa falha, porém não é capaz de querer abraçar o seu papel na luta.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-3505362565558528765?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/3505362565558528765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=3505362565558528765' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/3505362565558528765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/3505362565558528765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/bom-dia-pedra_15.html' title='Bom dia, Pedra.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7094128239577612942.post-9001990021175052661</id><published>2008-10-14T14:10:00.000-03:00</published><updated>2008-10-14T18:38:49.644-03:00</updated><title type='text'>Coffee Vermillus, prazer.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Surgi devido à mania complexa do meu autor de elaborar textos e contextos para tudo que vê, ouve, ou, muitas vezes, apenas pensa. Sou um manifesto?&lt;br /&gt;Muitas vezes fico um tanto quão “encucado”, com esse vício que várias pessoas têm de expressar seus pensamentos e raciocínios, às vezes, extremamente psicóticos, de forma textual. Porém, vem daí, minha origem. Origem? Na realidade, devido a uma planta da família Rubiaceae, o café, os homens passaram a freqüentar certos ambientes com o intuito de dialogar questões interessantes, ou não. Esses ambientes acabaram levando então, o nome da bebida consumida durante os momentos de conversação. Café, Caffè, Coffee!&lt;br /&gt;Sou um botequim, cheio de mesas e cadeiras, aguardando meus clientes para troca de idéias? É. Talvez, eu realmente seja. Só não posso esquecer, em momento algum, meu adjetivo especial: “Vermillus”. Do latim, vermelho. Talvez, eu mesmo, ainda não tenha entendido o que seriam idéias vermelhas. Seria eu, novamente um manifesto?&lt;br /&gt;Normalmente, penso mais rápido do que o autor que aqui escreve. Mas, imagino que você, como leitor, não vá se interessar muito em ler textos de autoria da própria obra. Afinal, quem gosta de ler os famosos textos escritos pelos personagens Machadianos? Á sim, desculpas, existe gosto pra tudo.&lt;br /&gt;Caro leitor, talvez eu já tenha falado demais, essa, com toda certeza não é minha função. Sou um mero hospedeiro de idéias criadas por algo que não sou eu, posso ser também um manifesto, ou até, se preferir, um botequim. Sinta-se a vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7094128239577612942-9001990021175052661?l=coffeevermillus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/feeds/9001990021175052661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7094128239577612942&amp;postID=9001990021175052661' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/9001990021175052661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7094128239577612942/posts/default/9001990021175052661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coffeevermillus.blogspot.com/2008/10/coffee-vermillus-prazer.html' title='Coffee Vermillus, prazer.'/><author><name>G.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
